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Este blog está a ser desenvolvido por alunos do 3º Ano de Farmácia, do Instituto Politécnico de Bragança, no âmbito da Unidade Curricular Farmacoterapia I. Neste espaço pretendemos abordar, ao longo do semestre, informação útil acerca de Infecções Fúngicas, nomeadamente as suas caracterizações patológicas e respectivos tratamentos farmacológicos.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Infecções Fúngicas Subcutâneas

Esporotricose Linfocutânea



Sporothrix schenkii
 É causada por Sporothrix schenkii, um fungo dimórfico, omnipresente no solo e na vegetação em decomposição.
A infecção causada por este organismo é crónica e caracterizada por lesões nodulares e ulcerativas que se desenvolvem junto aos vasos linfáticos que drenam o sítio primário da inoculação. A disseminação a outros locais como ossos, olhos, pulmões e sistema nervoso central é extramente rara.


A esporotricose é, geralmente, esporádica e muito comum em climas mais quentes. As principais áreas conhecidas de endemicidade actual estão no Japão e na América do Norte e do Sul, especialmente no México, Uruguai, Brasil, Peru e Colômbia.
Os surtos de infecção estão relacionados com o trabalho em floresta, em minas e jardinagem.

  • Sintomatologia
Uma afecção da pele e dos vasos linfáticos próximos começa tipicamente como um nódulo pequeno e duro num dedo que aumenta de tamanho lentamente e depois forma uma úlcera. Durante os dias ou semanas seguintes, a infecção propaga-se através dos vasos linfáticos do dedo, da mão e do braço e chega aos gânglios, formando nódulos e úlceras ao longo do trajecto. Em regra não há outros sintomas.

Lesão linfocutânea disseminada pelo braço do paciente 
Uma infecção pulmonar, geralmente naqueles que sofrem de alguma outra doença associada (como enfisema), pode causar pneumonia, com uma ligeira dor no peito e tosse. Com menos frequência, pode ocorrer uma infecção em outras partes do corpo, como os ossos, as articulações, os músculos ou os olhos. Raramente se verifica uma infecção do baço, do fígado, dos rins, dos órgãos genitais ou do cérebro.


  • Diagnóstico
Os característicos nódulos e ulcerações permitem ao médico suspeitar de que uma pessoa sofre de esporotricose.
O diagnóstico é confirmado cultivando e identificando o Sporothrix nas amostras de tecido infectado ou de pus.


  • Tratamento farmacológico
O tratamento clássico da esporotricose linfocutânea é o iodeto de potássio, por via oral em solução saturada. A eficácia e o seu baixo custo tornou-o uma opção favorável especialmente em países em desenvolvimento. No entanto exige uma toma diária durante 3 a 4 semanas com efeitos adversos muito frequentes, tais como erupção cutânea, congestão nasal e inflamação dos olhos, boca e garganta.
A esporotricose que afecta a pele costuma espalhar-se muito lentamente e raramente é mortal. A infecção cutânea é tratada com itraconazol por via oral, fármaco actual de eleição pois mostrou-se seguro e altamente eficaz em pequenas doses. Se a infecção se propagar por todo o organismo e puser em perigo a vida da pessoa, administra-se anfotericina B por via endovenosa; no entanto, segundo os resultados obtidos em grande número de casos, o itraconazol oral revela-se de eficácia igual ou mesmo superior.

  • Tratamento não farmacológico
A aplicação local de calor também se mostrou eficaz. 

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